Sobre A Jornada do Escritor

Escrevi este texto em Agosto mas não coloquei aqui no blog. Coloco pra depois desenvolver mais sobre o assunto.

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11

Dec 2008

Vênus

Venus abdicans
cognatum Neptunum
Venit applicans
Bacchum oportunum.
Quem dea pre cunctis amplexatur unum
Quia tristem spernit et ieiunum.

Eu conheci Corvus Corax (veja no LastFM) pela Luciáurea, ela me mostrou uma música a Vênus, e eu me apaixonei, ela está no youtube também e eu recomendo ouví-la.

Quando fecho os olhos ouvindo a música me vejo dançando uma dança circular,  em volta de uma estátua enorme de Vênus, sinto como se estivesse com pra própria deusa, eu entendo isso como uma verdadeira experiência religiosa, sentir alguma divindade conosco, seja ela qual for.

Pessalmente prefiro os deuses nórdicos, a energia deles, o humor deles, o universo e a linguagem deles, não gosto também de misturar… mas essa música é linda, a experiência é divina.

O texto em latim é a letra da música, alguém traduziu assim:

Venus, repudiando seu parente Netuno, vem trazendo Baco apropriadamente atrás de si. A deusa o abraça antes de todos os outros, porque ele despreza a sombria abstnência.

As associações com a mitologia grega são Vênus-Afrodite, Netuno-Poseidon, Baco-Dionísio.

Vênus nasceu de dentro uma concha de madrepérola, gerada pelas espumas do mar. É a beleza. Os romanos se consideravam descendentes dela e Camões a coloca como apoiante dos navegantes portugueses.

13

Jan 2008

Edda em Prosa – Prefácio

No tempo sem tempo do inconsciente coletivo, povoado por deuses e deusas, o traçado do destino humano é determinado, não como um enredo inexorável, mas como um mapeamento de possibilidades díspares, um universo de aventuras que se entrecruzam, moldando comportamentos, delineando caminhos, desvendando segredos tecendo, acima de tudo, a riquíssima linguagem dos mitos. Pela primeira vez no Brasil, o tesouro nórdico das narrativas que sempre nos chegaram fragmentadas, através das histórias em quadrinhos da nossa infância, dos desenhos animados da TV, ou das referências, às vezes, distorcidas ou confusas, registradas em livros que tratam do assunto sem a adequada citação das fontes.

Edda em Prosa elucida muitas das dúvidas suscitadas pelo desconhecimento da tradição que nos fala de Odin, Thor, Freya e Loki, das valquírias, das runas e do Valhalla, um encantamento que repercute através da música de Wagner, uma magia que transcende um povo, uma geografia, ou uma religião específica, impregnando de fascínio a fantasia das pessoas que não sabem por que tanto costumam se encantar diante dessa trama e desses personagens, com os quais se identificam, vivendo suas paixões, desafios, vitórias e derrotas, sob a pele aparentemente prosaica do cotidiano. Sim, porque na Edda em Prosa, os deuses morrem, da mesma forma que os homens, característica que influenciou, entre outras, a obra filosófica de Schoppenhauer e de Nietzsche, fato que, por outro lado, a diferencia de outras mitologias.

Rastreando sob uma simbologia que não lhe é tão familiar quanto a da mitologia greco-latina, embora sejam, ambas, ramificações do mesmo tronco, o leitor encontrará nesta leitura empolgante a motivação que o levará à pesquisa em busca da sua própria épica, os “comos” e os “porquês” que orientam um pouco de sua história particular, dimensionada sob as perspectivas da história do Homem, o mais irresistível de todos os textos jamais escritos, porque, nela, o real, o imaginário e o simbólico são apenas os nomes diferenciados de uma mesma vivência, uma e indissolúvel. Edda em Prosa, em sua envolvente e dinâmica tessitura lendária, faz do leitor o que ele sempre foi sem o saber: personagem e narrador de si mesmo.

Conceição Couto Netto

A editora fechou e não se encontra mais o livro em lugar nenhum… O tradutor é Marcelo Magalhães Lima, a editora era Numen e ano 1993.

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