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May 2007

Sobre pessoas e destinos

É tão difícil e dolorido quando a gente nota que um sentimento que foi tão grande deixa de existir.

Ver as pessoas mudando, e mudando para longe da gente, machuca – mais o ego que o coração, mas a dor ainda está ali.

É ruim notar que estamos seguindo um caminho que não é mais o mesmo, que estamos nos distanciando daquelas pessoas que conhecemos numa encruzilhada por aí. Eu sinto falta de muita delas. Mas eu sinto mais falta daquelas que por um tempo seguiram comigo… pareceu que seguiriam para sempre.

Mas eu fui egoísta, existem caminhos que estão ali para serem seguidos sozinhos.

A saudade está aí, vinda daquelas pessoas que cruzaram a minha vida para me fazer lembrar do meu caminho, e da minha força. Umas pessoas que surgiram, aconselharam ou correram, me olharam com carinho ou me encararam secamente. Mas são todas pessoas que me fizeram lembrar.

Mas a dor está aqui. O monstro continua se alimentando, roendo as raízes da árvore que sustenta a minha alma, lá no meu coração, e vai ficar até matar essa alma, até poder sair de lá, devastando tudo que encontrar.

E também dói quando aprendemos a amar alguém que sabemos que se distanciará de nossos caminhos.

Isso tudo só me faz lembrar que amor não deve exigir. No momento que faz isso começa a envelhecer e a morrer… envenenado.

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