02

Mar 2008

Uma cena da vida real

Descrever algo que se passou no seu dia.

Fui pra casa da minha avó hoje, não é frequente, não é mais rotina… Mas aconteceu alguma coisa diferente hoje.

Fiquei boa parte do tempo vendo meus primos jogando God of War II, tentando passar pra eles o que os personagens falavam (em inglês) e explicando quem era quem na mitologia (eu fiquei muito feliz por poder falar sobre isso, fazia tanto tempo que eu não conversava sobre mitologia grega) e tentando entender onde se encaixava a história.

Depois mandaram parar o jogo pra assistir um DVD de uma festinha de aniversário de muito tempo atrás, sei lá, talvez dez anos… Dei-me por satisfeito quando me vi no filme, pelo menos na primeira parte eu não estava com cara de criança velha e ranzinza (mas estava num natal, a próxima parte do dvd), e até dançava freneticamente… descobri que isso não é nada novo na minha vida…

Mas pararam porque as crianças foram brincar na rua e voltaram gritando pedindo ajuda porque um vizinho caiu do telhado e estava sangrando. O resgate demorou a chegar… eu subi, vi o que acontecia, desci e voltei a subir.

Na segunda vez parecia cena de começo ou fim de filme, vinha um vento “decidido”, não forte, mas com certeza não era fraco. Daqueles ventos de fim de tarde – mas não era fim de tarde – soprando numa direção só, não oscilava, eu vi uma bandeira do Palmeiras balançando, o vento vinha de não sei onde até onde o vizinho caiu. E na casa da frente as pombos estavam se juntando, muitas pombos! Não tentei contar na hora, mas talvez fossem 20 ou 30, não sei, só vi tanta pombo junta no centro ou em filmes.

E deviam ter o mesmo número de vizinhos se acumulando em volta.

Ele sangrava na cabeça…

Começamos a ouvir a sirene, as pombos voaram, todas juntas, e o resgate virou a esquina, passou por baixo do bando de pombos e parou em frente à casa, levaram o vizinho…

Eu fiquei vendo tudo da sombra de uma datura, ou saia-branca, mas ela não tinha flores (são as minhas flores preferidas, junto das rosas), e desci, voltei pra casa da minha avó antes de saber o desfecho.

Acho que aquela família vai lembrar por muito tempo daquele vento… mas não acredito que tenham notado as pombos.

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